A estratégia de colocar a pessoa no centro

No passado mês de Novembro em Madrid, realizou-se o 4º Congresso Nacional de Gestores APD ao qual assisti como congressista (em vez de conferencista) e ouvi e partilhei reflexões com outros congressistas, convidados pelo BANKIA como eu, sobre o que tínhamos ouvido em algumas das apresentações. De todas elas, gostaria de comentar a série de conferências, que sob o título: “A pessoa no centro” teve lugar no dia 17 sob a forma de uma mesa redonda e duas conferências. Carlos Barrabés Presidente do Grupo BARRABES e Carlota Mateos Fundadora e CEO da RUSTICAE realizaram uma mesa redonda onde cada um explicou o início dos seus negócios, a situação actual e a visão pessoal de cada um. Ambos são empresários de sucesso. A economia colaborativa está cada vez mais presente no dia dos consumidores e afecta, significativamente, as empresas que vêem como a sua quota de mercado está a diminuir devido a esta realidade. A economia colaborativa é uma verdadeira filosofia de vida, de relação com produtos e serviços em que a pessoa é o centro. A pessoa é mais importante do que o produto ou serviço em si. Passa do modelo de possuir o produto para o modelo de utilizar o produto. Certificações, recomendações de “beleza”, de “encanto”, de “bondade” são a identificação da maioria das empresas e actividades da economia colaborativa. “Já se fala de amor, de afectividade” no desempenho da actividade empresarial. Vender serviços e vender produtos onde os conceitos de amor, respeito ou afectividade não estão presentes, verá como a sua empresa terá cada vez mais problemas para competir. Foi uma das suas afirmações.

Então interveio Rafael Yuste Advisor BRAIN ACTIVITY MAP PROJECT Neurobiologist e residente em Nova Iorque que explicou o seu programa de estudo de neurónios com apoio e financiamento da Administração Obama. Ele afirmou que “quando compreendermos o cérebro, a humanidade compreender-se-á a si própria por dentro pela primeira vez. Não ficaria surpreendido se isto revolucionasse a cultura e mudasse muitas coisas como a educação, o sistema legal ou a economia. Será um novo humanismo. (Pode ver uma entrevista em: https://www.youtube.com/watch?v=iVyTEu4FDvw) Humanismo, a pessoa como o centro da actividade económica e comercial. Grandes empresas como Google, Factbook etc. querem saber, querem saber que “algoritmo mental” o ser humano utiliza, e portanto, o consumidor para tomar uma decisão de compra, em que critérios afectivos ou racionais baseiam as suas decisões.

Filosofia esteve presente graças a Javier Gomá Filósofo e Director JUAN MARCH FOUNDATION que falou sobre o conceito de “exemplaridade” como a palavra que designa aquele uso virtuoso (razoável, cívico, responsável) da liberdade que o novo ideal em gestação exige. Gomá levanta a importância do valor para a exemplaridade do público e a responsabilidade pessoal do exemplo, da coerência entre o que é dito e o que é feito.

br> Todas estas posições, estas tendências futuras para as quais a Federação Internacional de Promoção Empresarial e Comércio Externo INFEBEX desenvolveu o selo de distinção de “Empresa Referente” (acrónimo em inglês) faz-me propor a profissionais, empresários, gestores, se tiverem tempo, para reflectir sobre estas tendências:

br>- Qual é o centro da nossa actividade? Aceitamos encomendas que não podemos realizar com qualidade devido à necessidade de volume de negócios?

– Quão importante é o cliente, o consumidor, na nossa filosofia empresarial e profissional?

– Será que gostamos realmente do cliente? Será que nos preocupamos com o cliente? Estamos realmente ao seu serviço ou é nossa conveniência?

– Criamos injustiça com o desequilíbrio existente entre os preços, as taxas que damos a alguns clientes e as que damos a outros?

– Somos ‘boas pessoas’? A nossa empresa é constituída por ‘boas pessoas’?

<

– Quem pode dizer que a nossa empresa é ‘boas pessoas’?

– Estamos conscientes de que os clientes e consumidores se estão a juntar cada vez mais para desenvolver economias colaborativas, de relações entre empresas com filosofias humanistas onde a afectividade é a sua marca registada?

br>>-e é um profissional “boa gente” se a sua empresa for “boa gente” está interessado em ser identificado, o que o faz destacar-se de empresas que não o são. Pedir-me informações sobre os requisitos para ser uma ‘empresa de referência’. Ligue-me e faremos cursos e seminários para seguir a tendência de ‘A Pessoa no Centro’

.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *