All to Port

Por Juan Garcia (All to Port)

Fotografia da réplica do Mayflower, em Plymouth Harbor, Massachusetts, Estados Unidos.

Introdução

Agora que se aproxima o Dia de Acção de Graças, vejamos a história de onde estas pessoas chamadas Peregrinos vieram, ou melhor, como chegaram ao que é agora a costa leste dos Estados Unidos. À sua costa ocidental chegaram muito mais cedo (como sempre) os espanhóis em San Salvador.

O Dia de Acção de Graças é celebrado nos EUA na quarta quinta-feira de Novembro, enquanto que no Canadá é a segunda segunda-feira de Outubro. Há investigadores americanos que assinalam que a primeira celebração deste tipo foi realizada pelos espanhóis em 8 de Setembro de 1565, em St. Augustine, Florida. Não se formos também celebrá-lo 😉

Em qualquer caso, os peregrinos que o iniciaram nos territórios coloniais ingleses eram um povo que preferia deixar a Inglaterra porque a igreja anglicana, fundada por Henrique VIII, não os satisfazia. Estes puritanos eram muito mais radicais do que os calvinistas. Assim, após uma primeira tentativa mal sucedida de se estabelecerem nos Países Baixos, optaram por se estabelecerem nas Américas.

The Mayflower

The Mayflower era um típico navio mercante inglês do início do século XVII. Ela era do tipo filibote, que era um tipo de navio originário dos Países Baixos. Tinha uma popa e proa altas, o que tornava um navio difícil de navegar contra o vento. O que explica porque levou mais de dois meses a fazer o cruzeiro de Inglaterra para a América.

Naquela altura da viagem dos Peregrinos, o Mayflower já era um navio antigo, mas pelo menos não estava mal conservado. Ela estava sob o comando de Christopher Jones, um marinheiro experiente. O seu outro companheiro de viagem, o Speedwell, com quem faria a rota, teve de regressar duas vezes a Inglaterra para reparações, forçando o Mayflower a fazer a viagem sozinho.

A história do navio inclui numerosas viagens através do Canal da Mancha, transportando lã para França; também transportou vinho, chapéus, cânhamo, sal de Espanha, lúpulo e vinagre para a Noruega e foi até baleeiro na Gronelândia.

O Mayflower transportava normalmente uma tripulação de cerca de trinta homens, com espaço para cerca de cem passageiros. Tinha um comprimento de cerca de trinta metros (100-110 pés) e uma viga de 7,6 metros (23 pés). Deslocou 180 toneladas.

A sua arma principal era um canhão de bronze com apenas duas rodas dianteiras, iguais às de terra (chamado minion). Pesava 1.200 libras e podia disparar uma bala de 3,5 libras a quase uma milha de distância. Tinha também um canhão padre (semelhante ao do lacaio mas mais pequeno) e dois outros mais pequenos, para além das pequenas canhoneiras que disparavam bolas de mosquete. Armamento, como vemos, escasso mas normal para um mercador.

A viagem do Mayflower

Como já dissemos, o Mayflower partiu com o Speedwell de Rotherhithe, no Tamisa, em meados de Julho de 1620. De lá, foram para Southampton. Os Spedwell tiveram de se submeter a uma semana de reparações, até partirem a 5 de Agosto.

Embarque dos Peregrinos no Mayflower. Pintura de Robert Walter Weir (1857).

Briefly after, the Spedwell had a leak and had to be turned around at Dartmouth. Após reparações, tentaram novamente, mas outra fuga obrigou-os a voltar atrás. Por esta altura já era Setembro e não havia outra escolha senão deixar o navio maltratado e zarpar com o Mayflower. Foi um duro golpe, pois enquanto o Mayflower era um navio fretado, o Spedwell tinha sido adquirido, e perdeu-se um navio que lhes teria sido útil no seu novo destino.

Então, para além dos 102 passageiros seleccionados, mais a tripulação, havia um total de cerca de 130 pessoas a bordo. O que era muito para o tipo de navio em que eles estavam. Devemos também ter em conta a enorme quantidade de equipamento que transportavam. Iam começar uma nova vida num lugar inexplorado. Assim, transportaram tudo o que podiam precisar, incluindo ferramentas, armas, canhões, balas, pólvora, animais vivos como cães, ovelhas, cabras e aves de capoeira. Cavalos e gado viriam mais tarde.

Os tempos tornaram a navegação no Atlântico Norte perigosa, à medida que as tempestades começaram a aparecer. Partiram a 6 de Setembro de 1620 de Plymouth.

p>A vida a bordo era insuportável. Os viajantes, já cansados de tantas viagens e regressos, assim como desnutridos, tiveram de dar uma mão ao carpinteiro do navio a bordo com as numerosas reparações devido ao mau tempo quase constante.

Durante a viagem morreu um tripulante e um passageiro, mais um rapazinho que se chamava Oceanus. Poucas vítimas para uma tal viagem. Mas metade deles morreria, contudo, uma vez instalados na sua nova casa após o primeiro Inverno. A doença acabou com eles.

Eles chegaram ao Cabo Cod, no actual estado de Massachusetts, a 9 de Novembro de 1620. A história, depois disto, já é mais ou menos conhecida, pelo que não irei desenvolvê-la.

Capitão Jones, estava previsto regressar a Inglaterra assim que os Peregrinos se instalassem, mas devido a doença, não pôde partir até 5 de Abril de 1621, quando parte da sua tripulação se recuperou (ainda tinha perdido o seu contramestre, o artilheiro, três quartos de mestre, o cozinheiro, e uma dúzia de marinheiros).

Na viagem de regresso, o tempo estava bom e chegaram a Rotherhithe a 6 de Maio de 1621. Que diferença da viagem de ida. O Capitão Jones morreria um ano mais tarde (52 anos de idade). Diz-se que a viagem do Mayflower tinha tido o seu preço.

O que aconteceu ao Mayflower após a viagem?

Bem, após essa viagem histórica, o navio não tinha mais história. Acredita-se, por falta de documentação, que ela possa ter ficado adormecida desde a morte do seu capitão até ser litigada por vários dos seus proprietários.

p>Algum pedido de que ela acabou por ser desmantelada e a sua madeira utilizada para construir um celeiro em Buckinghamshire. Hoje, pode visitar o site, que é particularmente popular entre os americanos.

Mayflower Barn. Esta quinta foi supostamente construída com a madeira da Mayflower.

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