Compreender a heterogeneidade na meta-análise: o papel da meta-regressão.

ANTECEDENTES: A meta-regressão cresceu em popularidade nos últimos anos, em paralelo com o número crescente de revisões e meta-análises sistemáticas publicadas na literatura biomédica. No entanto, muitos clínicos e decisores podem não estar familiarizados com os princípios e suposições subjacentes feitos dentro da meta-regressão, levando a uma interpretação incorrecta dos seus resultados.OBJECTIVOS: Este artigo revê a utilização e interpretação apropriadas da meta-regressão na literatura médica, incluindo cautelas e advertências para a sua utilização.MATERIAIS E MÉTODOS: Uma pesquisa bibliográfica de MEDLINE (OVID) de 1966 a Fevereiro de 2009 foi realizada para identificar literatura relevante para o tema da heterogeneidade e/ou meta-regressão em revisões sistemáticas e meta-análises.RESULTADOS: A meta-análise, um método estatístico de agrupamento de dados de estudos incluídos numa revisão sistemática, é frequentemente comprometida pela heterogeneidade dos seus resultados. Isto poderia incluir heterogeneidade clínica, metodológica, ou estatística. A meta-regressão, considerada uma fusão de princípios meta-analíticos e de regressão linear, é uma ferramenta mais sofisticada para explorar a heterogeneidade. O seu objectivo é discernir se existe uma relação linear entre uma medida de resultado e um ou mais covariáveis. As associações encontradas numa meta-regressão devem ser consideradas geradoras de hipóteses e não são consideradas prova de causalidade.Conclusões: A revisão actual permitirá aos clínicos e aos decisores de cuidados de saúde interpretar adequadamente os resultados da meta-regressão quando utilizados no âmbito das construções de uma revisão sistemática, e ser capaz de os alargar à sua prática clínica.

A revisão actual permitirá aos clínicos e aos decisores de cuidados de saúde interpretar adequadamente os resultados da meta-regressão quando utilizados no âmbito das construções de uma revisão sistemática, e ser capaz de os alargar à sua prática clínica.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *