Investigadores mexicanos procuram alternativa menos tóxica contra a amebíase

p>Investigadores mexicanos no Centro de Investigação e Estudos Avançados (Cinvestav) estudam o gerânio e o cacau mexicanos como uma opção menos tóxica para combater o parasita que causa a amebíase, uma doença que leva à colite e à disenteria, disse hoje a agência numa declaração.

Mineko Shibayama e Moises Martinez, investigadores da Cinvestav, estão encarregados da investigação que representaria uma alternativa para substituir o uso de metronidazol.

Metrodinazol é um medicamento que gera reacções adversas tais como vómitos, náuseas, sabor metálico desagradável, falta de apetite, entre outros efeitos, o que dificulta a adesão ao tratamento.

É por isso que os investigadores analisaram os flavonoides contidos nas sementes de cacau e no gerânio mexicano – também conhecido como pata de leão-, que, de acordo com os resultados mostram efeitos positivos contra o patogénico.

Na sua investigação, os peritos testaram os flavonoides epicatechina e kaempferol, primeiro, em modelos in vitro para saber como actuavam contra a ameba.

Testes em animais para ver como elimina a ameba e a regeneração do tecido hepático é realizada utilizando metabolitos naturais.

Após o seu estudo verificaram que tanto os animais tratados com metronidazol como os que receberam os flavonóides mostraram uma regeneração hepática completa.

Até, nenhum deles teve reacções adversas a estes compostos de origem natural.

Moisés Martínez disse que apesar da descoberta, eles ainda precisam de realizar mais testes para saber como o gerânio mexicano e o cacau matam a ameba, quais são os alvos sobre os quais actua, a sua biodisponibilidade; e quanto tempo é metabolizado e biotransformado.

“Precisamos de ir mais fundo na investigação para depois propor estudos clínicos para confirmar estes resultados em pacientes humanos”, disse Moises Martinez.

De acordo com os números da Organização Mundial de Saúde (OMS), Entamoeba histolytica infecta cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo e reivindica a vida de 100.

Os investigadores acreditam que os flavonoides podem ser uma alternativa contra esta ameba, seja como tratamento alternativo ou utilizando-a como adjuvante do metronidazol para que doses mais baixas sejam administradas para reduzir a toxicidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *