Javier Marión é escolhido como o novo gerente da Salud

O Ministro da Saúde, Sebastián Celaya, nomeou Javier Marión como o novo gerente da Salud. A nomeação, que será aprovada hoje no Conselho de Administração quando cem dias após a chegada de Javier Lambán à presidência de Aragão, chega mais de três meses após a nomeação do conselheiro Celaya.

Será o quarto gestor nos quatro anos seguintes, ao longo da última legislatura, o conselheiro anterior, Ricardo Oliván, teve Tomás Tenza, María Ángeles Alcutén e Ángel Sanz. O primeiro foi despedido depois de ter sido acusado de um alegado crime de peculato e assédio quando trabalhava no Complexo Social de Burgos. O seu sucessor mal durou um ano no cargo e foi demitido por Oliván, com quem teve desentendimentos. Sanz permaneceu com Celaya até há poucos dias, quando se tornou oficial a sua partida.

Marion é um médico especializado em Saúde Pública e Medicina Preventiva. É licenciado em Medicina pela Universidade de Saragoça, doutorado pela Universidade de Granada e mestrado em Gestão de Políticas de Saúde pela Universidade de Yale, nos EUA.

Através da sua carreira desempenhou responsabilidades na gestão de serviços de saúde na Andaluzia, La Rioja e no País Basco e participou em projectos com instituições internacionais na Europa e na América Latina.

DOCTOR
Em Aragão foi director da Coordenação de Cuidados de Saúde – até ser demitido em 2011 – e director executivo da 061 e dos hospitais de Huesca e Calatayud. Funcionário público de carreira do corpo de médicos do Estado, actualmente exercido como médico de cuidados primários no centro de saúde de La Almozara.

A chegada de Marion coincide com um novo conceito de saúde que visa a adopção do Ministério. Celaya já reiterou em numerosas ocasiões que será relegada para uma entidade que presta serviços logísticos ou recursos humanos, subordinada ao departamento.

“É evidente que o departamento vai cuidar dos cuidados de saúde e daí a mudança da Direcção Geral de planeamento e seguros que passou a chamar-se cuidados de saúde. O objectivo é que isto esteja no departamento e que haja uma relação directa com os centros que prestam serviços. A saúde permanecerá como um organismo de prestação de serviços logísticos ou de recursos humanos. Em suma, o objectivo é aplanar a organização e aproximar a gestão do departamento do profissional, eliminando muitos cargos intermédios. Mas será um longo processo que não será feito em dois ou três meses”, disse Celaya numa entrevista a este jornal.

O conselheiro explicou que o gestor da Saúde “será um gestor de logística e recursos humanos”. Queremos que sejam os profissionais que gerem a saúde e os recursos e que os utilizem como acham que devem, dando-lhes responsabilidade e envolvendo-os para que não sejam apenas profissionais de saúde”.

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