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Para este Mestrado, o ambiente virtual de ensino-aprendizagem não é apenas uma ferramenta para o ensino à distância. É, em si mesmo, um objecto de aprendizagem uma vez que, para a formação em educação digital, é essencial que o estudante experimente, de forma prática e pessoal, tudo o que a aprendizagem através de redes telemáticas implica. As competências definidas para este mestrado tornam essencial que os estudantes mergulhem nestes novos contextos para que possam analisar, reflectir, desenvolver e avaliar as competências cognitivas, afectivas e sociais de que necessitam para gerar conhecimentos significativos.

Um dos desafios básicos da educação actual é preparar as pessoas para poderem participar plenamente numa sociedade da informação em que o conhecimento é uma fonte crítica de desenvolvimento social e económico (Cornella, 1999). O paradigma que está a emergir neste novo século é o da aprendizagem em rede baseada na interactividade global, aprendizagem colaborativa e acesso a actividades e recursos educativos ao longo da vida (Harasim et al., 2000).
Os ambientes virtuais de aprendizagem oferecem uma série de possibilidades para processos colaborativos, onde os estudantes produzem activamente conhecimento, formulando ideias que são partilhadas e construídas a partir das reacções e respostas dos outros (Resnick, 2002). Surge um novo centro de interesse nas ciências educacionais em torno da chamada “Aprendizagem Colaborativa Apoiada por Computador” (CSCL) que se torna um paradigma emergente da investigação educacional nos anos 90, a partir do qual se desenvolve uma variedade de trabalhos que partilham o interesse em compreender como as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) podem facilitar os processos de desenvolvimento colaborativo em situações de ensino-aprendizagem, e como os ambientes de aprendizagem em colaboração podem melhorar e melhorar a interacção, o trabalho de grupo e, portanto, o resultado do processo de aprendizagem dos participantes (Rubia et al., 2009; Rubia, Jorrín & Anguita, 2009).
Há um consenso na comunidade científica sobre a importância e a congruência entre o e-learning e as abordagens construtivistas colaborativas. Uma das perspectivas teóricas mais promissoras é a “Comunidade de Inquérito” (CoI) (Garrison, Anderson, & Archer, 2000), que foi desenvolvida em centenas de estudos ao longo da última década (Arbaugh et al., 2008, Garrison, Anderson, & Archer, 2010). Este modelo teórico sustenta que a construção do conhecimento em ambientes virtuais de ensino-aprendizagem (VLE) tem lugar através do desenvolvimento de uma comunidade, que se caracteriza por três “presenças”: pedagógica, social e cognitiva. Na ausência de interacção presencial, os participantes em ambientes virtuais de aprendizagem devem esforçar-se por recriar os processos sociais de construção do conhecimento que têm lugar na negociação de significado dentro da sala de aula. A “presença docente” refere-se à concepção curricular e organizacional, à facilitação do discurso produtivo e ao ensino directo desenvolvido em EVEA, num contexto de colaboração entre docentes e estudantes (Anderson et al., 2001). A “presença social” fornece uma visão de como os participantes da EVEA se projectam como pessoas “reais”, especialmente em contextos de comunicação assíncrona baseada em texto (por exemplo, fóruns), mostrando afecto, coesão de grupo e abertura comunicativa, que são necessários para estabelecer um sentido de confiança e pertença a uma comunidade de construção de conhecimento. Finalmente, a “presença cognitiva” é entendida através de uma série de quatro fases cíclicas que começam com um evento desencadeante que promove a exploração, integração e resolução. Eles definem processos de pensamento crítico e criativo (Shea et al., 2010).
br> O ambiente virtual facilita não só que estes processos cooperativos possam ser realizados ao mesmo tempo que satisfazem as necessidades individuais de espaço e tempo, respondendo a uma forma de aprendizagem mais autónoma e mais orientada para os estudantes. O Espaço Europeu do Ensino Superior (EEES) atribui grande importância ao trabalho em equipa numa dupla perspectiva: por um lado, como metodologia que incentiva os estudantes a realizarem processos de trabalho activos e participativos e, por outro, porque o trabalho em equipa é actualmente uma das competências mais valorizadas em ambientes profissionais (Guitert et al., 2007).

O ambiente virtual facilita não só que estes processos cooperativos possam ser realizados ao mesmo tempo que satisfazem as necessidades individuais de espaço e tempo, respondendo a uma maior autonomia e liderança por parte do próprio estudante.

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