O Processo de Meditação

Concentração:

Meditação não é apenas concentração do pensamento; esta seria uma visão muito parcial da meditação. Agora, a concentração é um passo essencial para alcançar a meditação e só para melhorar esta faculdade vale a pena aprender a meditar.

Consciência:

Consciência é certamente a faculdade interior que é mais desenvolvida pela meditação. Toda a prática de meditação é um treino contínuo para empregar a capacidade de consciência ou consciência.

Aceitação:

Um aspecto importante da meditação é desenvolver uma relação saudável consigo próprio e com os outros. Esta relação deve certamente basear-se na aceitação, o que de facto é um passo em direcção ao Amor. Por outro lado, é importante compreender que a complexidade do processo de meditação exigirá grandes doses de Aceitação.

Discernimento:

Discernimento é uma qualidade da mente superior que tem de ser treinada para cumprir o objectivo final da meditação: o encontro com o aspecto mais central do ser humano. O discernimento ou Viveka ajuda-nos a distinguir entre os diferentes aspectos que como seres humanos nos moldam do mais grosseiro ao mais subtil.

Calm:

Contrário ao que poderíamos pensar, a calma ou a tranquilidade não é tanto uma consequência da meditação, mas um pré-requisito. Portanto, o conhecimento e a prática de todas as ferramentas que nos ajudam a passar da tensão à calma é essencial na meditação e no seu ensino. A maior parte do tempo quando começamos a meditar, passamos a tentar gerar o equilíbrio necessário para isso; felizmente, o yoga dá-nos inúmeras técnicas para isso.

Energy:

Quando entramos em meditação, devemos abrir as nossas mentes e começar a compreender o ser humano não só em termos materiais, mas também energéticos. Somos simultaneamente energia e matéria e trabalhar com técnicas que mobilizam e equilibram a energia facilita muito o nosso caminho na meditação.

Presente:

Diz-se que a meditação é a arte de viver no presente. Aprender a estar e viver no presente é a melhor forma de recuperar a energia que temos espalhada no passado e no futuro.

Conexão espiritual:

No final, a meditação leva-nos ao centro, a si próprio, ao que estamos a um nível mais espiritual. Actualmente existem técnicas e métodos que despojam a meditação desta componente espiritual para a tornar mais “comercializável”. Do nosso ponto de vista isto é um erro, uma vez que algo de que precisamos como sociedade ocidental é de recuperar de forma saudável a ligação com a nossa natureza espiritual. Afinal, a experiência mística ou espiritual não é tão complicada se deixarmos para trás preconceitos e dermos as chaves certas para isso.

Atitudes do Ser:

Da ligação com os sentimentos mais profundos do ser humano onde a meditação nos leva, surge o desdobramento das atitudes do Ser. Atitudes que podemos, mais uma vez, treinar se soubermos os recursos certos. À medida que despertamos estas atitudes, o progresso na meditação toma outra dimensão.

Volta à vida:

A prática da meditação não é separada da nossa vida quotidiana e devemos fazer tudo o que for possível para que assim seja. À medida que progredimos na nossa experiência com a meditação, experimentaremos mudanças na percepção da realidade que nos conduzirão a uma nova relação com o que está a acontecer e também com os outros. Compreender como a meditação nos leva a novas formas de percepção é a chave para integrar a meditação nas nossas vidas.

Luis Luna, Ganesha. Professor de Yoga e meditação. Director do Chrysalis Center. Coordenador da formação Crisálida de professores de Yoga e da formação Integral em meditação.

www.yogacrisalida.es

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