O Quénia torna-se o terceiro país a começar a vacinar contra a malária

Nairobi, 13 de Setembro (EFE).

O programa de vacinação contra a malária, um esquema piloto que só foi levado a cabo em dois outros países africanos – Malawi e Gana – começou hoje no Quénia, onde se estima que haja 3,5 milhões de casos e 10.700 mortes por ano devido à doença.

O ministro da saúde do Quénia, Sicília Kariuki, lançou o programa na sexta-feira no condado de Homa Bay, no noroeste do país, que será o primeiro de oito condados a começar a imunizar com a vacina, chamada RTS,S, a primeira vacina contra a malária aprovada para ensaios em grande escala em África.

De acordo com o ministro, a vacina será incorporada no programa de vacinação infantil do país, e será administrada a bebés com idades entre os 2 e 24 meses.

Os condados onde começará a ser utilizada são algumas das áreas “com níveis moderadamente elevados de malária”, disse o ministério.

Os condados em redor do Lago Vitória, o maior lago de África, são áreas endémicas de malária, tal como as áreas costeiras do país.

Kenya junta-se assim ao Malawi e ao Gana, os três países seleccionados pelo Programa Global de Paludismo da Organização Mundial de Saúde (OMS), num esquema piloto que, se apresentar os mesmos bons resultados que os ensaios clínicos, será alargado a outras nações durante os próximos dois anos.

Antes da sua implementação a nível nacional no Malawi, Quénia e Gana, foram realizados testes clínicos em 15.000 crianças em sete países africanos entre 2019 e 2014, e nesses grupos controlados, foi alcançada uma redução de 40% nos casos de malária e uma redução de 30% nos casos graves.

P>Propagado pelo mosquito anopheles, malária ou malária é uma das doenças mais prejudiciais para os seres humanos, sendo endémica em mais de 80 países representando 40 por cento da população mundial.

A vacina não é a primeira desenvolvida contra a malária, mas é pioneira na sua distribuição de rotina a nível nacional (as crianças receberão quatro doses da vacina de cinco meses a dois anos) e por ter sido avaliada pela Agência Europeia de Medicamentos e pelos comités consultivos mais elevados da OMS. EFE

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