Partido governamental a favor da “fixação de tectos” nas taxas de juro

Presidente do Partido Púrpura, Julio Guzman, disse ser a favor da “fixação de tectos” nas taxas de juro, que descreveu como “uma ferramenta de política pública que é aplicada em muitos países em todo o mundo devido à baixa concorrência e alta concentração que é normalmente utilizada no país, foi a favor da “fixação de limites máximos” nas taxas de juro, que descreveu como “um instrumento de política pública que é aplicado em muitos países em todo o mundo devido à baixa concorrência e à alta concentração que normalmente caracteriza estes mercados”.

De notar que o Ministério da Economia e Finanças já definiu uma posição contra a fixação de limites máximos para as taxas de juro, uma vez que isso beneficiaria os agiotas e impediria as famílias e empresas modestas de acederem ao crédito. Como é sabido, o debate sobre o projecto de lei que estabelece limites máximos para as taxas de juro está ainda pendente no parlamento e só tem o parecer da Comissão de Defesa do Consumidor, mas não da Comissão Económica.

Waldo Mendoza, Ministro da Economia, já adiantou que se esta proposta fosse aprovada pelo Congresso, seria observada.

A posição do Partido Púrpura chama a atenção, tendo em conta que o actual presidente da República, Francisco Sagasti, foi eleito por este partido político e é membro desta força política. Ele só se demitiu da sua postulação como segundo vice-presidente do bilhete presidencial de Julio Guzman, mas não do partido.

p>O que diz Guzman? Ele propõe que o Banco Central de Reserva (BCR) reforce as suas capacidades e faça uso dos seus poderes e estabeleça limites máximos para as taxas de juro.

“Contudo, este instrumento não pode ser aplicado indiscriminadamente a qualquer tipo de crédito, uma vez que a sua aplicação generalizada prejudicaria tanto as instituições financeiras como os consumidores, o que seria irresponsável”, diz ele na sua conta do twitter.

“As únicas entidades com capacidade técnica e institucional para gerir ambas as variáveis são o Banco Central de Reserva (BCR) e a Superintendência da Banca e Seguros (SBS). Além disso, o SBS deve exercer o mandato de sancionar e denunciar perante a Procuradoria-Geral as entidades bancárias que não cumpram a lei”, acrescentou.

“Sim, é possível regular este sector de forma responsável; acreditamos no mercado livre, mas naquilo que distribui os benefícios do progresso entre os seus cidadãos, empresários, investidores e consumidores”, concluiu.

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