Pipocas: mexicano ou gringo?

Por Elizabeth Romero do IESEG

29 de Abril, 2019 por Editor

Poucas maravilhas sobre a origem das pipocas e, embora muitos pensem que são estrangeiras, a realidade é outra. Estes tiveram o seu apogeu nos Estados Unidos, graças ao engenho de Charles Cretors, um cientista que inventou a primeira máquina comercial para fazer pipocas que foi patenteada e apresentada na Feira Mundial de Chicago em 1893.

Subsequentemente, Julia Braden, originalmente do Missouri, teve a ideia de abrir uma loja de pipocas em frente a uma sala de cinema utilizando a máquina inventada por Cretors. A procura cresceu a tal ponto que os teatros acabaram por introduzi-los nas antenas, uma vez que anteriormente os alimentos e bebidas não eram permitidos nos teatros silenciosos ou teatrais.

Embora estes dois indivíduos tenham ganho fama ao obterem patentes, lembrem-se que o milho remonta aos povos pré-colombianos como era, e permanece até hoje, a base dos alimentos, tais como tortilhas, tamales e uma variedade de bebidas que ainda estão presentes.

Christopher Columbus levou milho para Espanha nas suas várias variedades e Hernán Cortés foi responsável pela divulgação e promoção do seu consumo. Fray Bernardino de Sahagún narra em Historia General de las Cosas de la Nueva España a descoberta e utilização em festivais pré-hispânicos, onde jovens mulheres dançavam com grinaldas na cabeça adornadas com pipocas, chamadas momochtli, esta tradição, ainda é preservada em muitas cidades do México.

Mas porque se chamam pipocas? Os povos pré-hispânicos colocaram os grãos de milho dentro de uma panela de barro, colocaram-na no fogo e, após alguns minutos, os grãos rebentaram e inflaram; quando a panela foi descoberta, voaram como pipocas brancas.

Este tipo de milho no México chamamos-lhe palomero mas o seu nome científico é Zae mays everta e pertence à família da erva, é composto de germe, endosperma e pericarpo e embora seja semelhante ao milho que normalmente conhecemos, a diferença está na sua casca. Noutros países recebem nomes diferentes: pop corn, poporocho, pochoclo, pipoca, pororó, pipoca, crispetas, rositas de maíz, cabritas, cotufas, etc.

Um copo de pipocas tem apenas 30 calorias, são ricas em fibras, vitaminas, minerais, manganês, magnésio e antioxidantes, para que possa saciar o seu desejo silenciosamente ou simplesmente substituir aqueles alimentos carregados de calorias por estes.

Até ao ano passado, o principal produtor de pipocas era o estado de Tamaulipas, deixando para trás a região de Mazahua com treze municípios no Estado do México. O número de produtores diminui ano após ano consideravelmente, pelo que 99 por cento das pipocas consumidas no nosso país vêm do país vizinho ao norte.

Os quatro principais produtores a nível mundial são: Estados Unidos, Argentina, França, Hungria e África do Sul, infelizmente é uma actividade que no México tem vindo a morrer com as novas gerações e já não está listada há muito tempo.

E você, que pipocas prefere? Com sal, manteiga, caramelo, chocolate, queijo ou piripiri?

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