Prémios Oscar 2010

por FRAN CASILLAS

AMatt Damon temia o desafio de fazer de François Pienaar. Afinal, o capitão da equipa sul-africana que ganhou o Campeonato do Mundo de Rugby de 1995 era mais alto e mais forte em proporções quase obscenas. E o tamanho é importante.

Clint Eastwood, director de ‘Invictus’, prometeu-lhe que iria brincar com ângulos de câmara para o transformar num titã.

Graças a estas subtis armadilhas visuais, Damon só tinha de se preocupar em actuar. O resultado? A sua segunda nomeação ao Oscar. Mas tal como em 1997, quando competiu como actor principal pelo seu papel em ‘Untamed Will Hunting’, uma vitória de Damon teria sido uma desgraça para os livreiros.

O seu retrato de Pienaar, o homem que levou os Springboks a ganhar um torneio para além do râguebi, é sóbrio, asséptico. O seu retrato de Pienaar, o homem que levou os Springboks a ganhar um torneio para além do râguebi, é sóbrio e asséptico, perfeitamente em sintonia com o guião desequilibrado. E o seu duelo de representação com Morgan Freeman é apenas mais um obstáculo na sua corrida para a estatueta. A sua liderança e capacidade de inspirar pálido em comparação.

Damon não brilha nem rouba cenas como outros nomeados na sua categoria.

Ele assume um papel mais discreto e funcional, cumprindo a sua condição gregária sem glória mas também sem estridência. É um papel de apoio. Talvez tenha sido sempre sobre isso e Matt Damon é mais esperto do que todos nós.
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